sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Gentileza.


“Eu aprendi que ser gentil é mais importante do que estar certo”
– Shakespeare

Fico pensando em como deve estar desgostoso o senhor José Datrino, lá do céu. Ele, que ficou famoso como Profeta Gentileza e foi o propagador da filosofia "gentileza gera gentileza" ,deve estar tendo dificuldade em encontrar os frutos das sementes que plantou. Porque, gente, reconheçamos, ser gentil está mais démodé do que usar pochette.

E eu, graças a Deus, estou por fora, pois acho gentileza o máximo. Não abro mão de desejar feliz aniversário a ninguém - e levo tão a sério que anoto numa agenda todas as datas de aniversário de todas as pessoas das minhas relações; faço o impossível para comparecer sempre que me convidam (e se não posso ir, nunca deixo de me justificar); não deixo ninguém esperando; não saio discordando só para causar polêmica; respeito os horários dos outros; não deixo ninguém mudar de planos por minha causa; sempre falo "bom dia", "boa tarde", "boa noite" e "muito obrigada" (faço questão do "muito"); só me recuso a fazer um favor para alguém se realmente não estiver ao meu alcance (e nesse caso eu tento indicar quem possa fazer); sempre retorno as ligações; sempre respondo aos e-mails; e jamais me dirijo a alguém adotando um tom autoritário. E aí você pode estar pensando: "vantagem nenhuma, você não faz mais que sua obrigação". Exatamente, eu também acho. Isso é o básico, o arroz com feijão que sustenta esse detalhe que faz toda a diferença para que tenhamos uma vida melhor: a gentileza. E o que me desespera é perceber que nem do arroz com feijão as pessoas estão dando conta. As pessoas querem estar certas, querem mostrar o quanto são poderosas, o quanto são inteligentes. As pessoas querem cumprir metas, mostrar o quanto são competentes, o quanto são esforçadas. As pessoas querem ficar ricas, mostrar o quanto são espertas, o quanto são melhores que os outros. E quanto a ser gentil? As pessoas não se preocupam com isso ou, sendo otimista, se esqueceram desse detalhe - nem foi por mal - devido à falta de tempo.

E quando falo "as pessoas", me incluo também já que, embora eu faça meu arroz com feijão, vivo mordendo a isca dos sem-educação e grosseiros de todos os tipos. Não raramente me vejo gastando energia num embate com alguém que tenha me tratado sem o mínimo de gentileza. O que ganho com isso? Nada. Apenas a frustração por não ter conseguido ser gentil, mesmo com aquela pessoa que não merecia. Porque o que eu entendo é que a gentileza que gera gentileza é aquela indiscriminada. É ser gentil sem olhar a quem. Do resto, a vida se encarrega.

sábado, 4 de setembro de 2010

Frase do dia

"Árvore que não produz nada vira lenha. Só serve pra queimar e virar cinza na fogueira."

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O circo de sempre

As eleições acontecerão daqui a pouco mais de um mês, mas a maioria das pessoas nem sabe ainda quem são os candidatos. Neste ano, o povo, de um modo geral, está praticamente ignorando o ano eleitoral.
E eu fico muito preocupado com isso. Afinal, estamos na iminência de viver um dos momentos mais importantes de nossa vida em sociedade, que é a oportunidade de escolher bem os nossos representantes.
Mas parece que ninguém está mesmo levando a sério. É uma pena que isso esteja acontecendo. Mas será que podemos criticar as pessoas por causa disso?
Na verdade, o povo já está calejado e cansado de tantas decepções. De tanto ver virarem pó as suas expectativas nos políticos, as pessoas perderam a capacidade de acreditar neles e não sonham mais com dias melhores.
Como exigir, por exemplo, que o povo assista e leve a sério o horário eleitoral gratuito, que mais parece um circo? Das poucas vezes que assisto, o faço para rir, pois não há outra coisa a fazer senão rir para não chorar.
Esse desinteresse do povo e, relação às eleições é rui, pois quando as pessoas deixam de acompanhar o cenário político, acabam fazendo as piores escolhas e enchendo de ratos o Parlamento e o Executivo.
E esse cenário só interessa mesmo aos maus políticos, pois, com isso, se passa a idéia à população de que todos os políticos são iguais, quando na verdade há honrosas exceções, que não merecem o tratamento igualitário.
A verdade é que não dá para criticar quem quer que seja pelo desinteresse pela política. Atrocidades como o horário eleitoral gratuito são uma verdadeira piada. As bizarrices se sucedem em ritmo frenético, e tem-se que ter muito estômago para suportar tanta falta de criatividade e cara de pau.
Para quem tem ao menos um pouco de inteligência, dói ver as ovelhas prostitutas pregando castidade, quando na verdade se sabe que são verdadeiros lobos travestidos de cordeiro.
Em tempo de campanha política todo candidato é atencioso e sensível e afável. Mas depois de eleito, o infeliz se esquece das promessas, e simplesmente ignora todos aqueles que o elegeram. É corrente no meio político a prática dos eleitos de logo após as eleições trocarem o número de seus telefones celulares para que eleitor algum o localize.
A maioria dos candidatos ao Legislativo nem sabe quais são as funções de um parlamentar, e nem se mostram preocupados com isso. Por exemplo, o Tiririca, candidato a deputado por São Paulo, tem por slogan: "Você sabe o que faz um deputado federal? Nem eu!Vote em mim que eu te conto depois". E o pior é que a Justiça Eleitoral não proíbe esse tipo de propaganda, que soa mesmo como um verdadeiro acinte.
Já se foi o tempo em que os políticos tratavam a política com seriedade. E prova disso é que pelo Brasil afora há candidatos ao Legislativo como "Mulher Pêra", Tiririca, "Kléber BamBam", Dedé Santana, "Mulher Melão", Romário, "Tati quebra barraco", Edmundo, Vampeta, Netinho de Paula, Lenadro do KLB, Marcelinho Carioca, Maguila, "Batoré", Reginaldo Rossi, e tantos outros.
Diante de tudo isso, como levar a sério as eleições no Brasil? É por essas e outras que no nosso país se vende votos por tijolos, piçarra e até por um prato de comida. Como se vê, do jeito que a coisa vai, fica até difícil não acreditar no pior.
Alguns analistas políticos se dizem estarrecidos com o aumento vertigios da quantidade de votos nulos e brancos nas últimas eleições. Mas há uma razão muito simples para isso: a falta de entusiasmo dos eleitores em relação aos candidatos. Fica cada vez mais difícil encontrar um candidato que mereça o nosso voto.
Muitas pessoas estão cada vez mais criteriosas, não são mais de votar em qualquer um. Na falta de um candidato sério e comprometido, optam por não votar em ninguém.Assim, a tendência é que aumente ainda mais a margem de votos nulos e brancos. Não é nada de se admirar.
Muito se fala em modernizar o sistema eleitoral brasileiro, mas o que precisa mesmo mudar é aquilo que fica entre a urna e o eleitor.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Rotina.

Todos os dias repito o mesmo gesto de fitar o céu e o mar. Não como todo mundo faz, apenas vendo, sem realmente perceber o quanto aquilo é magnífico. Olho com paixão, com entusiasmo.
Sabe aquela(as) coisa(as) que te traz uma coisa muito especial? Que te evoca um monte de pensamentos? Que te aquece o coração? Assim é o mar.


Poucas coisas trazem emoção tão comum e facilmente como o mar ou necessariamente a praia em si me traz. Talvez por me remeter a tantas coisas boas. Lembranças que puxo de bem lá do passado e outras tão recentes.
Independente do humor, do tempo corrido ou do dia, a vontade de debruçar-me na varanda é a mesma. Dela, consigo ver um espetáculo, uma obra de Deus. Vejo a bela linha do horizonte que define até onde é o mar, e até onde é céu. É tão imenso e lindo, não deve existir problemas ali dentro.
Reparo tanto na perfeição arrebatadora daquele azul, que até minhas pupilas devem ser tingidas de celeste, tento imitar o desenho das nuvens com meus dedos brincando no ar e quase sinto uma textura de algodão vindo delas.
Há dias que só quero me dar o direito de não ter que decidir nada. Nesses dias, me deito em um dos bancos da varanda sozinha. Sentindo a brisa bater no rosto. Deixar todas as dúvidas do lado de fora dali, e tirar o dia pra sonhar acordada. Com um facho de sol batendo no rosto, só pensava em como tudo ali ficava mais leve. Parecia até que as coisas poderiam se resolver sozinhas, sempre, sem precisar de mim. Ali, onde consagro como um santuário, me perco no meus pensamentos(que não são poucos), recarrego energias, converso com Ele. Fico feliz, fico confusa, fico triste, fico feliz de novo. Ri, chora, sofre, aprende. Beija, abraça, briga, vive... Aproveita a brisa e olha para o lindo céu e sem ao menos perceber dorme. Desanima. Se anima muito. É doce. É salgada. É amarga. Come bolo de cenoura com gosto de alegria, come hot dog com gosto de lágrima. E fica mais feliz, mais confusa, mais triste, mais feliz de novo.Sorri o sorriso dos outros. Chora o pranto dos outros. Sente tudo, ama tudo, odeia tudo. Quer tudo. Não quer nada. Quer correr pelo mundo. Quer sentar e sonhar acordada. Quer ser feliz. Já é feliz. E rodopia. Sempre rodopia.


E quando acho que já estava longe o suficiente, meus olhos são sugados pela imensidão azul com o sol ao se pôr. E fico o resto da tarde ali. Várias vezes com pescoço doendo tentando tirar a foto da pintura que meus olhos vêem. E, pra minha alegria, uma amiga minha conseguiu fotografar como nunca havia imaginado ou conseguido fotografar. Óbvio que eu não consigo parar de olhar pra essa foto e de me maravilhar com ela.
Cada dia que passa eu tenho mais certeza de que as coisas mais simples é que se tornam mais importantes. São elas que fazem à diferença na minha vida. São elas que me alegram e me fazem sentir uma pessoa melhor. Porque realmente não precisa muito para alegrar o meu dia!


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Melhor amigo existe?


Quanto eu era criança, achava que melhor amigo era aquele que tomava lanche comigo na hora do intervalo na escola, aquele que ia passar as tardes brincando em casa, ou aquele que ia comer um Mc lanche feliz comigo no Mc donalds.

Depois na adolescência, tinha como conceito de melhor amigo, aquele que passava boa parte do tempo comigo, aquele pra quem eu contava por quem estava apaixonada e passava horas falando do mesmo assunto e que saia para todos os cantos comigo, sendo sempre minha melhor companhia.

Até o dia que eu conheci uma verdadeira amiga. Alguém por quem eu tive carinho logo que conheci. Alguém em quem eu pude depositar confiança, construir devagar uma amizade e abrir o meu coração como nunca tinha aberto com ninguém antes. Amiga com quem eu podia, e posso, chorar, dividir, compartilhar, sorrir e principalmente ser eu mesma.

Melhor amiga, sim! Que não está com você só nos melhores momentos, mas aquela que vai até ao hospital quando você passou mal e que passa o dia todo lhe fazendo companhia, te fazendo rir e acreditar que logo você estará boa novamente. Aquela com quem dividimos nossos piores segredos e com isso descobrimos o quanto somos parecidas, podendo ser nós mesmas quando estamos juntas! É ouvir o que a outra fala e tentar compreender aquilo que não se pode dizer. É dividir momentos, experiências, e caminhar sempre juntas, mesmo que distantes...

Eu poderia citar inúmeras características de uma melhor amiga, mas nada que eu pudesse vir escrever, expressaria o sentimento que temos uma pela outra. Ter um melhor amigo (a) é ter a certeza de que você terá com quem contar para sempre, aconteça o que acontecer. É um sentimento incondicional e inexplicável, independente de idade, sexo, ou qualquer outra coisa. E hoje eu posso dizer com toda certeza que melhor amigo (a) existe sim, e usando as palavras de um amigo: é a real presença de Deus representada no coração do nosso melhor amigo!

Te dedico, Raissa. Mais que uma amiga, uma irmã de coração.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

E nisso, sim, acredito até o fim.

Tentaram me fazer acreditar que o amor não existe e que os sonhos estão fora de moda. Cavaram um buraco bem fundo e tentaram enterrar todos os meus desejos, um a um, como fizeram com os deles. Ma como menina-teimosa que eu sou, ainda insisto em desentortar os caminhos. Em construir castelos sem pensar nos ventos. Em buscar verdades enquanto elas tentam fugir de mim. A manter meu buquê de sorrisos no rosto, sem perder a vontade de antes. Porque aprendi, que a vida, apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola. E lá vou eu, nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos. Sem me preocupar se a próxima etapa será o tombo ou o voo. Eu sei que vou. Insisto na caminhada. O que não dá é pra ficar parado. Se amanhã o que sonhei não foi bem aquilo, eu tiro um arco-íris da cartola. E refaço. Colo. Pinto e bordo. Porque a força de dentro é maior. Maior que todo mal que existe no mundo. Maior que todos os ventos contrários. É maior porque é do bem. E nisso, sim, acredito até o fim. O destino da felicidade, me foi traçado no berço.

Caio Fernando Abreu.

Das minhas verdades...

Estou apaixonada.
É, apaixonada por mim mesma. Não. Eu não me acho apenas estou apaixonada pela minha atitude e por minha paz de espírito.
Hoje eu fiz as pazes com uma pessoa bem especial pra mim.
Que foi especial no momento certo.
E que por culpa minha, culpa dele, culpa nossa, deixou de ser especial.
Gerou raiva, angústia e alguns probleminhas.

Mas hoje eu fui lá e abri o coraçãozinho.
Falei o quão era importante ele na minha vida e aquela coisa "vamos voltar a ser amigos como éramos antes de cagar tudo?".
Como fugir? Pra que tentar se enganar? Se existe a saudade, um dos sentimentos que não te deixa esquecer o quanto determinadas pessoas são importante em sua vida. Ela sempre dá um jeitinho de aparecer, deixando tudo difícil. Difícil como quando o sinal fecha e me atravessa na minha frente um infeliz usando uma camisa igual a que eu te dei. Difícil como entro sozinha no elevador e chego a conseguir imaginar escutar suas risadas. Difícil como quando eu não tenho nada para fazer na sexta à noite. Justo na sexta. Lembra das nossas sextas? Difícil como estou na fila quilométrica do banco e justo sem sua companhia para render tantos assuntos comigo. Difícil como quando alguém passa por mim e sinto o perfume, o seu perfume. Difícil como quando toca as nossas músicas. Difícil são esses vazios que a saudade se torna cruel. Difícil são esses momentos que, por alguma falha no sistema, a vida se esquece de ocupar.
E saudades daquela personalidade livre que eu adoro por me identificar tanto.

Estamos de bem já.
Isso deixa meu coração mais leve e meu espírito mais solto.
De poder me comportar como eu sou, sem me preocupar com grilos.
E ele entendeu. Ele me fez tão bem. Me faz tão bem. (momento sem palavras)
Me fez feliz por acreditar que vale ainda apostar nas pessoas, mesmo logo depois de um tropeço; que a amizade ainda é maior que tudo. E que não precisa deixar de se amar um alguém porque existe várias formas de amor.
E...
É isso!
Tá bão!
Essa sou eu, agradecendo ao Cosmos por me mandar tanta gente boa mesmo quando eu, muitas vezes, não faço por merecer pessoas tão especiais em minha vida.


Enfim, tô feliz. Muito.
Nessas 24h.
Que venham novas 24h.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Na parada da vida.

Eu passei longos dias sentado sozinho na calçada a espera de alguém, a espera que alguma pessoa poderia dividir todas essas diferenças e alegrias comigo. Rir, crer, viver. Esperei alguns anos, poupei-me de tristezas e de grandes emoções. Escapei de amores dolorosos e tchum! O ônibus parou onde eu estava e de lá desceu várias pessoas, várias garotas e vários amores.
Cada um diferente de si, cada um mais encantador no seu modo de ser. Uma chorava para não rir e outra sorria para não chorar. Deixei-me levar e acabei percebendo que o ônibus estava ali por engano e logo seguiu viagem. Sentei, chorei e escorri as gotas de chuva do meu rosto. Pensei e pensei e nada acontecia.
Durante dias na calçada tive longas conversas com diversos viajantes e nenhum era feliz, todos eram simpáticos e carismáticos, porém solitários e necessitados de atenção. Mas pude perceber que a pergunta certa era: “Quem realmente não precisa de atenção?”
Eu queria atenção e apenas queria escrever em um cartaz a descrição certa de meu amor, da guria que desceria por aqueles ônibus e me faria feliz por ser quem é, por tentar ser quem não era.
Por mudar, por beijar, por rir e por chorar.
Desisti por alguns anos e logo procurei apressar a situação.
Escrevi em um cartaz:
“Sou um homem solteiro, porém muito confuso. A vocês eternas viajantes dessa estrada, estou aqui colocando meu número para mais detalhes. Não precisa ter cabelos lisos e nem menos ter olhos azuis. Não precisa ter curso superior muito menos doutorado. Senso de humor? Não importa, apenas dê risadas de minhas besteiras. Aja com naturalidade em público e infantilmente perto de mim, porque sinceramente eu amo garotas com jeitinho de criança. Seja pura, mas esteja preparada pra viver um grande amor, esteja preparada para viver novas emoções, afinal foi tão bom quando você aprendeu a andar de bicicleta, não? Seja sincera e humilde, porém caso nós fiquemos ricos futuramente, continue amando arroz com ovo e cineminha ás quartas feiras. Tente estar abertas a outras personalidades e por favor, não tenha medo de me ligar e se envolver porque se deixarmos morrer por insegurança como poderia dar certo?”

Fui para casa e nas semanas que se passaram duas pessoas ligaram. Uma afirmava ser a pessoa certa, porém casada, recusei e deitei sorrindo do que estaria por vir. Outra ligou, mas era trote e apenas falavam que eu era louco.
Bom, no final das contas nessa história de ficar esperando, de ter paciência quem sabe todos nós não estamos apenas esperando um pouco de loucura?
Espero viver uma loucura de amor, tente me ligar, meu cartaz está no seu coração.


P.S.: Vale a pena visitar o blog do Lipe, textos lindos!#ficaadica

Visita

Você diz que vem pra minha cidade, assim, como quem não quer nada. Me fala que quer ver coisas diferentes, sentir uma outra brisa no rosto, assistir o vai-e-vem de carros e pessoas desconhecidas. Mas, eu sei muito bem a razão da visita. Tento disfarçar tudo no longo papo, dava pra quase ver o seu raciocínio trabalhando em análises das mais profundas sobre todas as coisas que eu dizia.

Você vem por minha causa.

Logo eu...E você com todas essas expectativas sobre mim, sobre o que eu poderia fazer. Você achou que eu seria uma alegria em coisas sem graça. Um norte em caminhos perdidos. Uma esperança quando tudo parecia um tanto sem sentido.

Mas, a grande verdade é que eu mesmo nem sei por quais caminhos eu ando. Muito menos ainda saberia dar direções. Ultimamente, tenho dificuldade em encontar sentido e diversão em coisas das mais mundanas.

Foi tudo precaução. Isso porque se apaixonar por mim é algo perigoso. Não queria te arrastar em algo que não traria nada do que você esperava. Sentido de preservação.

Queria que você tivesse conseguido compreender. Sou pessoa de sutilezas. O grande problema é que generalizo, e penso que todos são dessa mesma forma. E espero que alguém mais capacitada do que eu possa te guiar por caminhos que você sempre quis seguir. E que de preferência sejam na sua cidade, só pra te poupar todo o trabalho de visitas.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Segredos

São aqueles dias em que quero ficar sozinha, dentro do meu quarto e com a porta fechada, mexendo nas coisas que guardo escondidas naquela caixa verde na parte mais alta dentro do meu guarda-roupa. Dentro dela, estão minhas dores, paixões, angústias, saudades e solidões – sim, eu tenho mais de uma solidão – e amores. Dentro dela estão os meus segredos e lembranças.

Aí eu sento no chão e vou tirando as coisas da caixinha com cuidado e olhando com calma, com aquele misto de dor e leveza que a gente sente quando folheia um álbum de retratos, tentando captar o cheiro e o som de fotografias,algumas já amarelas batidas muitos anos atrás. Mas, muitas vezes, os objetos que olho ali na minha caixa são mais bem novos que isso. Alguns, na verdade, têm somente horas de vida.

E nunca mexo nessa caixa sem motivo. Eu tranco a porta do quarto com cuidado, sem fazer barulho, e me sento no chão para mexer nessas coisas somente quando preciso, quando não tenho mais para onde ir. Ou melhor, não tenho mais para onde fugir. Só abro a caixa quando estou me afogando ou sem ar.

Quando encontro o que quero, retiro da caixa com cuidado e delicadeza, com medo de danificar mais ainda. Já desabei em lágrimas, de soluçar mesmo, no meio de alguns textos, objetos ou fotografias que estão ali. E não chorei somente pela dor que senti enquanto mexia em tudo aquilo, mas sim pela injustiça de ter que escrever sobre aquilo – porque se estou escrevendo sobre aquilo, é porque estou vivendo, e pior, sentindo aquilo.

E não posso fugir do que está dentro da caixa. Mesmo algumas coisas serem doloridas, são os meus segredos, e eles formam a pessoa que sou. Odiar a eles seria odiar a mim mesmo.

Assim, como não posso escapar deles, os transformo em textos. Muitos textos ali, independentes do formato e tamanho, giram em torno de sentimentos, de pessoas, de situações.

Mas, claro que em alguns casos não quero falar nada, quero apenas brincar lá dentro. Brincar faz parte de mim. Sempre fez. E aqui brinco de ser escritora.Larguei de guardar textos na caixa verde que eu disse lá em cima e agora posto aqui.

Mas, a maioria dos meus textos escrevo sem um final planejado quando ainda estavam em seu início. Deixo os habitantes dos meus textos fazerem o que quiserem - livre arbítrio. Eles decidem, eles escolhem. Como eu disse: livre arbítrio. Os personagens que decidiram como eles, os textos, acabam.

Claro que eu posso estar me enganando um pouco aqui, já que quase todos estes personagens têm um pouco de mim. Não todos, mas quase. Lá dentro existem aquelas nas quais sou o personagem central e aquelas nas quais estou no canto da sala, observando. E, claro, existem textos em que eu não estou. O grande segredo do blog é saber onde eu estou – quem percebe isso, percebe o que sinto.

Aliás, um dos motivos da maioria dos meus textos é: ser anônima, não mostrar onde estou. O outro, claro, é meu ego querendo que você, se sinta dentro daquilo que escrevo.

Em todo o caso, se um texto que você leu aqui não possui um final feliz, é por culpa dos personagens, não minha. Eu montei o tabuleiro e organizei as peças, mas eles que jogaram.

Se eles não tomaram as decisões corretas ao longo do texto, insistiram em procurar por algo que não sabem ao certo o que é, brigaram pelos motivos errados ou se fizeram qualquer outra coisa que não deu certo... Bem, culpa deles, não minha. E se os personagens fizeram as mesmas coisas que eu faria, bem, pode ser apenas uma coincidência.

Contudo, não se deixe enganar. Existem textos que eu escrevi chorando e você leu gargalhando, e vice-versa. Porque é contraditório: eu escancaro o que estou sentindo, mas faço isso da forma mais disfarçada do mundo.

Eu acho que já disse antes: eu escrevo, antes de tudo para mim.

Mas a grande maioria dos textos aqui dentro é, sim, mais séria, o que não necessariamente significa triste (quem nunca se afogou de amor que atire a primeira pedra ou viveu momentos que nunca desejaria nem ao pior ser humano).

E, assim como acontece aqui fora, comigo e com você, alguns têm finais felizes e outros não. Porém, independente do texto ter final feliz ou não, jamais conseguirei descrever o que sinto quando termino e posto.

Não importa se, no texto, o personagem conseguiu o que queria ou não – afinal, alguns ali são bem-sucedidos e outros são apenas sobreviventes. Quando eu posto, sinto aquilo que estou sentindo desafogar.

Eu não escrevo necessariamente em busca de respostas, mas sim em busca de ar.

Existem momentos nos quais eu preciso desesperadamente abrir a caixa verde e olhar dentro dela para respirar. E eu sempre respiro quando escrevo aqui. O peito alivia, o nó desata e as coisas se tornam mais leves. E eu preciso disso. Eu toco a minha vida. Porque eu preciso tocar minha vida e esperar pelo dia seguinte, no qual eu posso estar novamente num dia bom, ou, quem sabe, num dia de plenitude e Paz.

Afinal, é melhor prevenir que remediar.

Ué, faca tem várias utilidades, infinitas mas por questões de dúvidas já que eu e minha irmã(lê-se ex-irmã) não mantemos mais contatos faz a mais de 1 ano presumo(não me pergunte o porquê apenas digo-lhe prezo pela minha vida), dito isso por eu estar sozinha em casa com ela, por ela ter acabado de pegar uma faca e ter se trancado dentro do quarto, em seguida ter saído e me deixado trancada(SOCORRO!) dentro de casa, deixo-me declarado aqui caso a pessoa(eu) venha ser encontrada morta denunciem, clamem por justa por essa pessoa que vos escreve.

P.S.: nem preciso dizer quem será a culpada caso eu seja encontrada morta e blá blá blá né?

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Frase do dia

"As pessoas que mais conhece, são as mais capazes de te surpreeender."
Frase dita pelo personagem Rufus Humphrey da série Gossip Girl.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Podia ter sido pior - Parte II

E quando eu pensei que já havia ganhado o dia e nada mais de bom e especial poderia acontecer Ele me surpreendeu, naquela noite fui no aniversário da tia da minha mãe e que minha mãe diz que é também minha tia(eu acho que não seguindo o raciocínio da árvore genealógica acho que minha mãe está me enganando kk').
Enfim não a conheço muito e nem muito uma grande parte/maioria parte da família da minha mãe, devido isso estava contando que ia ser um porre aquela noite ainda mais depois de ser convidada pelas minhas amigas já de saída para o aniversário para ir para a boate naquela noite e por já ter me comprometido de ser a companhia da minha mãe naquele aniversário não aceitei o irresistível convite das meninas.
E depois de nos perdemos pelas ruas escuras e desertas(Podia ter sido pior né?) do bairro que nem sei qual era encontramos finalmente o clube da festa de aniversário da tia da minha mãe que é minha tia também HAHA.Minha sorte era saber que eu teria a companhia da minha prifilha Bruna por lá.Logo que cheguei me animei por ser a primeira pessoa a ver ser ela.
Juntas entramos no local e me deparei com tapete vermelho, decoração cor de rosa, bexigas, músicas infantis, mesas decoradas de rosa, bolo das princesas, o tema era princesas, uma boneca como lembrança, um mundo cor de rosa!É, confessei a mim naquela hora ser tudo bem diferente para um aniversário de 71 anos rs.
Pelo menos eu conhecia as pessoas que estavam na minha mesa pois o resto, ou melhor, 90% que estavam na festa não conhecia.Não demorou muito a vim pessoas, muitas pessoas em nossa mesa e minha mãe dizendo garotas dêem benção essa é tua tia, esse é teu tio acho que essa foi em 1° lugar as palavras que eu mais ouvir naquela noite e em 2° esse é teu primo, essa é tua prima.Eu e Bruna estávamos nos divertindo com tudo aquilo.É, para quem disse achando que ia ser um porre até que estava se divertindo muito.Me diverti muito mais logo depois devido os acasos ou coincidências da vida digamos assim.Um acaso muito bom por sinal, tão bom se não fosse a parte de ser quem é.Será que estou sendo uma pecadora, será?Perhaps yes, perhaps not(supense) HAHA'
E o inevitável/impossível/improvável aconteceu, um rosto não sai da minha cabeça insistindo em ser lembrada e agora por favor alguém sabe o paradeiro dessa pessoa chamada...espera eu não sei o nome e nem seu telefone(rimou kk');se eu tivesse uma foto desse alguém colocaria na caixa do leite como desaparecido ou procura-se AIUSHDIHISUHDUIHS' estou brincando mas por acaso se saberem alguma notícia desse alguém que me lembra o Dan Humphrey, que não sei nome, telefone ou paradeiro favor entrar em contato comigo.

Desde já agradeço.
Assinado Faby..!

Podia ter sido pior - Parte I

"Podia ter sido pior". Acho que todo mundo já ouviu essa frase pelo menos uma vez na vida. É natural, quando algo "ruim" acontece alguém vem e diz :
- Podia ter sido pior!
Dependendo do ponto de vista meu fim de semana seria mais um de piscina, computador, comer, dormir, dormir e deixa me lembrar o que eu iria dizer...aaah lembrei e dormir, ou seja, estava caminhando para ser um fiasco mas não foi!
Eu atendi o telefone:
-Alô.
-Bibicaaaaaa reconhece quem tá falando?
-Claroo que sei!Tia Rúúúúúúúúúbia( é bastante ú foi assim mesmo bem longo, não é exagero - gente é porque eu tava feliz era a Tia Rúúúúúúbia! )
-( Gargalhadas inesquecíveis da Tia Rúbia que eu tanto amo! )Oh minha filha acertou não esqueceu de mim que bom!
-Claro que não esqueci da senhora tia, como eu iria esquecer da senhora oxe jamais...
-( Mais gargalhadas inesquecíveis da Tia Rúbia que eu tanto amo! )Que bom pensei que tinha me esquecido da tua tia portiça!
-Nunca, jamais esquecerei da senhora!
-Pois é amanhã decidi fazer um churrasco pra comemorar o aniversário de Felipe e vocês tão convidados posso confirmar?
-Pode sim tia nem que eu vá sozinha mais eu apareço sim!
[...]
Nossa ninguém sabe na felicidade que eu fiquei HAHA!Voltar no meu antigo prédio(depois que eu me mudei de lá foi algo muito forte para mim que nunca tive coragem de voltar lá para rever, nunca me conformei de ter saido de lá ) e rever a tia Rúbia, Felipe e todos de lá me fez senti muito feliz.Contei as horas, anciosa para chegar o momento de estar lá de novo!
Quando estávamos entrando na rua de casa-ops minha ex casa-meu coração acelerou e quando fiquei de frente ao meu prédio o choro foi quase impossível de se segurar!Quando na sacada de casa apareceu um homem abrindo as cortinas e ao ver minha mãe ele chamou por ela e disse:
-Dona Joanita opa suba aqui depois para nós conversar!
E a curiosidade de saber quem morava na minha casa fez desaparecer as lágrimas que desafiavam em cair.
Já em frente ao portão do prédio avistei logo Tia Rúbia e nos abraçamos, rimos e depois fizemos todas aquelas perguntas e frases típicas de que quando encontramos uma pessoa que há muito tempo não vemos, logo depois subimos e confesso que parecia uma criança boba feliz subindo as escadas, as minhas escadas, as mesmas escadas que desde o meu nascimento até meus 15 anos eu subia, descia, corria e me escondia durante as brincadeiras de esconde-esconde e as mesmas escadas que eu reclamava quando era obrigada a subir até nosso apartamento com as sacolas pesadas resmungando e dizendo para minha mãe:
-Por que não um elevador ao invés de uma escada mãe?A minha vida seria bem mais fácil!
Depois de tanto reclamar, hoje eu tenho o elevador!Tudo bem é de grande ajuda na hora de subir com sacolas pesadas kk' mas aaaah as escadas, subir aquelas escadas me deixaram muito feliz.
Depois de colocar-mos o papo em dia Tia Rúbia, eu e minha mãe decidimos descer novamente até porque o aniversário era lá embaixo e tínhamos já passado um bom tempo no apartamento da Tia Rúbia.Incrível, mas Deus está sempre atento e sempre preparando surpresas, quando descíamos nos deparamos com um homem, era ele!Ele cumprimentou minha mãe e logo depois ele se apresentou a mim, falava alto, bem extrovertido me perguntou:
-Sente saudades daqui Dona Fabiana?
Minha mãe se antecipou dizendo que até hoje eu nunca tinha aceitado saido de lá e ele disse para mim:
-Não me diga uma coisa dessas então tu não quer subir no teu ex apartamento e matar a saudade?
Minha resposta não poderia ter sido outra a não ser um sim rs!Subindo as escadas novamente ele falava sem parar, parecia ser gente boa e finalmente chegamos no 3° andar e ele abriu as portas e disse com um sorriso no rosto:
-Seja bem vinda a sua casa Dona Fabiana!
É, para mim aquela era a minha casa até hoje ao relembrar de algo me refiro a ela como "minha casa";
Algumas coisas ainda estavam do mesmo jeito como a gente deixou, os dois espelhos enormes na sala um deles ainda com a rachadura depois de uma brincadeira dentro de casa, o mini bar, o mesmo portão, os tijolinhos de vidro da entrada e os dois abajur de bola gigante que de noite fazia do teto um céu com vários pontinhos de luz...
Na sala tinha uma moça com um neném em seus braços, um lindo garotinho chamado Enzo(lindo nome né?) de apenas 14 dias de vida!Todos já devidamente apresentados e depois de ser reapresentada a minha casa, vi que continua linda, bem decorada e cuidada.
Já na sala, todos presentes conversando me senti bem, tranqüila e digamos orgulhosa, sim, muito orgulhosa por ver que minha casa que eu nasci, onde tive a melhor infância possível, onde conheci pessoas simples e boas de coração, onde vive 80% das minhas melhores lembranças, onde eu tinha o carinho de uma irmã, onde ganhei vários tios(as) postiços(as) e dentre tantas outras coisas estava agora em mãos de recém casados e de Enzo (:, pessoas super gentis, com uma felicidade estampa na cara, educados, que me passaram a mensagem de serem de bom coração, mostrando serem zelosos e que tinham deixado minha casa ainda mais linda que já era antes, muito mais linda!Ele ainda me questionou como posso amar, sentir tanta falta de lá hoje morando em frente ao mar, lhe respondi o mar é um apenas um detalhe que não vale por tudo o que eu já havia vivido lá...enfim ele então me propôs de trocarmos de casas como a minha mãe não deixou eu trocar kk' eu fechei de ir daqui no máximo 10 anos lá para comprar minha casa de volta ele aceitou, só espero que ele tenha levado a sério minha proposta porque eu falei sério HAHA.
Muito feliz, obrigado Pai por ser tão bom, opere Senhor neles para que possam ter muitas felicidades na minha casa e que Enzo tenha um bela infância assim como a que eu tive morando naquela casa!
Depois de saí de lá decidi já que estava lá no meu bairro e vivendo toda aquela nostalgia andar por os caminhos que cresci fazendo e aproveitei para tirar umas fotos apesar de não estarem muito boas rs.







"Não chore pelas coisas terem terminado, sorria por elas terem existido".
Boudakian

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Precisamos cuidar melhor dos nossos idosos!

Eu sei que eu chegando aqui e falar o que irei dizer não vai mudar a realidade mas fiquei tão angustiada, revoltada e triste com o que vi que até agora não saiu da minha cabeça que decidi que quando chegasse em casa eu iria dividir isso aqui.
Algumas horas atrás cheguei a ver o fim de uma reportagem no Jornal Hoje mas um fim que foi suficiente para me deixar de coração estraçalhado.
Um idoso aos prantos foi abordado na saída de um hospital porque devido a greve de médicos foi lhe dito que sua consulta havia sido adiada para o fim do ano.Ele contava para o repórter chorando que não conseguia ser atendido no hospital, que não conseguia mais trabalho pela sua idade e por isso não tinha condições de pagar por um atendimento médico e desabafou que não aguentava viver mais dessa forma chegando um momento até questionar Deus se não seria melhor ele morrer do que continuar do jeito que ele estava vivendo.
É ou não é revoltante?
Me doeu tanto e muito mais agora porque sei que não posso fazer nada.Me dói porque hoje no presente já prezo e me preocupo em poder dar aos meus pais no futuro uma velhice tranqüila, confortável e principalmente saudável sem precisar depender do sistema público de saúde do nosso país!Me dói porque a gente paga impostos e os cambaus que deveriam ser usados apenas e somente para a saúde, segurança, educação e outras diversas coisas que são apenas nossos direitos!Me dói porque não temos uma política séria e justa!Me dói porque é triste pensar que em pleno ano de eleição independente do candidato que eu venha votar ou que venha ser eleito seja honesto e que irá por em prática suas promessas ou que possa mudar o cenário atual do nosso país...
Não posso mudar a realidade mais também não me calo, tenho voz e opinião.Então depois de tudo isso pense e reflita.É de grão em grão que se faz a diferença.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Uma pequena conclusão musical



Esses dias me dei conta de que não dá pra indicar suas músicas favoritas para outras pessoas esperando que elas sintam as mesmas coisas que você. Porque quando você ama uma música, você não ama só a música. Você ama o contexto pelo qual a conheceu. Ama as situações nas quais gostava de ouví-la. Ama quem indicou ela pra você. Aí você a escuta como se não existissem outras. Sente diversas emoções enquanto ela toca. Pensa em tudo aquilo que viveu enquanto a ouvia pela primeira, segunda, terceira vez. Daí você a indica pra alguém. E a pessoa diz que achou ela legal, nada de mais, mais ou menos. E você fica com cara de tacho, sem entender como aquela pessoa não curtiu a música que você tanto curte. E é nessa hora que você se dá conta de que só gosta da música porque ela te serviu de trilha sonora naqueles momentos em que você foi feliz, diferente do resto das pessoas. Porque não existe a música da sua vida. Existe a vida que você vivia enquanto ouvia aquela música.
Eu vi quando você me viu,
seus olhos pousaram nos meus num arrepio sutil
Eu vi,
pois é, eu reparei!
você me tirou pra dançar sem nunca sair do lugar
Sem botar os pés no chão,
sem música pra acompanhar.

Foi só por um segundo, todo o tempo do mundo,
e o mundo todo se perdeu

Eu vi quando você me viu,
seus olhos buscaram nos meus o mesmo pecado febril
Eu vi, pois é, eu reparei,
você me tirou todo o ar pra que eu pudesse respirar
Eu sei que ninguém percebeu, foi só você e eu.

Foi só por um segundo, todo o tempo do mundo, e o mundo todo se perdeu
Foi só por um segundo, todo o tempo do mundo, e o mundo todo se perdeu ...

Ficou só você e eu. [...]

Maria Rita, CUPIDO