terça-feira, 3 de agosto de 2010

Uma pequena conclusão musical



Esses dias me dei conta de que não dá pra indicar suas músicas favoritas para outras pessoas esperando que elas sintam as mesmas coisas que você. Porque quando você ama uma música, você não ama só a música. Você ama o contexto pelo qual a conheceu. Ama as situações nas quais gostava de ouví-la. Ama quem indicou ela pra você. Aí você a escuta como se não existissem outras. Sente diversas emoções enquanto ela toca. Pensa em tudo aquilo que viveu enquanto a ouvia pela primeira, segunda, terceira vez. Daí você a indica pra alguém. E a pessoa diz que achou ela legal, nada de mais, mais ou menos. E você fica com cara de tacho, sem entender como aquela pessoa não curtiu a música que você tanto curte. E é nessa hora que você se dá conta de que só gosta da música porque ela te serviu de trilha sonora naqueles momentos em que você foi feliz, diferente do resto das pessoas. Porque não existe a música da sua vida. Existe a vida que você vivia enquanto ouvia aquela música.
Eu vi quando você me viu,
seus olhos pousaram nos meus num arrepio sutil
Eu vi,
pois é, eu reparei!
você me tirou pra dançar sem nunca sair do lugar
Sem botar os pés no chão,
sem música pra acompanhar.

Foi só por um segundo, todo o tempo do mundo,
e o mundo todo se perdeu

Eu vi quando você me viu,
seus olhos buscaram nos meus o mesmo pecado febril
Eu vi, pois é, eu reparei,
você me tirou todo o ar pra que eu pudesse respirar
Eu sei que ninguém percebeu, foi só você e eu.

Foi só por um segundo, todo o tempo do mundo, e o mundo todo se perdeu
Foi só por um segundo, todo o tempo do mundo, e o mundo todo se perdeu ...

Ficou só você e eu. [...]

Maria Rita, CUPIDO

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