sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Gentileza.


“Eu aprendi que ser gentil é mais importante do que estar certo”
– Shakespeare

Fico pensando em como deve estar desgostoso o senhor José Datrino, lá do céu. Ele, que ficou famoso como Profeta Gentileza e foi o propagador da filosofia "gentileza gera gentileza" ,deve estar tendo dificuldade em encontrar os frutos das sementes que plantou. Porque, gente, reconheçamos, ser gentil está mais démodé do que usar pochette.

E eu, graças a Deus, estou por fora, pois acho gentileza o máximo. Não abro mão de desejar feliz aniversário a ninguém - e levo tão a sério que anoto numa agenda todas as datas de aniversário de todas as pessoas das minhas relações; faço o impossível para comparecer sempre que me convidam (e se não posso ir, nunca deixo de me justificar); não deixo ninguém esperando; não saio discordando só para causar polêmica; respeito os horários dos outros; não deixo ninguém mudar de planos por minha causa; sempre falo "bom dia", "boa tarde", "boa noite" e "muito obrigada" (faço questão do "muito"); só me recuso a fazer um favor para alguém se realmente não estiver ao meu alcance (e nesse caso eu tento indicar quem possa fazer); sempre retorno as ligações; sempre respondo aos e-mails; e jamais me dirijo a alguém adotando um tom autoritário. E aí você pode estar pensando: "vantagem nenhuma, você não faz mais que sua obrigação". Exatamente, eu também acho. Isso é o básico, o arroz com feijão que sustenta esse detalhe que faz toda a diferença para que tenhamos uma vida melhor: a gentileza. E o que me desespera é perceber que nem do arroz com feijão as pessoas estão dando conta. As pessoas querem estar certas, querem mostrar o quanto são poderosas, o quanto são inteligentes. As pessoas querem cumprir metas, mostrar o quanto são competentes, o quanto são esforçadas. As pessoas querem ficar ricas, mostrar o quanto são espertas, o quanto são melhores que os outros. E quanto a ser gentil? As pessoas não se preocupam com isso ou, sendo otimista, se esqueceram desse detalhe - nem foi por mal - devido à falta de tempo.

E quando falo "as pessoas", me incluo também já que, embora eu faça meu arroz com feijão, vivo mordendo a isca dos sem-educação e grosseiros de todos os tipos. Não raramente me vejo gastando energia num embate com alguém que tenha me tratado sem o mínimo de gentileza. O que ganho com isso? Nada. Apenas a frustração por não ter conseguido ser gentil, mesmo com aquela pessoa que não merecia. Porque o que eu entendo é que a gentileza que gera gentileza é aquela indiscriminada. É ser gentil sem olhar a quem. Do resto, a vida se encarrega.

sábado, 4 de setembro de 2010

Frase do dia

"Árvore que não produz nada vira lenha. Só serve pra queimar e virar cinza na fogueira."

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O circo de sempre

As eleições acontecerão daqui a pouco mais de um mês, mas a maioria das pessoas nem sabe ainda quem são os candidatos. Neste ano, o povo, de um modo geral, está praticamente ignorando o ano eleitoral.
E eu fico muito preocupado com isso. Afinal, estamos na iminência de viver um dos momentos mais importantes de nossa vida em sociedade, que é a oportunidade de escolher bem os nossos representantes.
Mas parece que ninguém está mesmo levando a sério. É uma pena que isso esteja acontecendo. Mas será que podemos criticar as pessoas por causa disso?
Na verdade, o povo já está calejado e cansado de tantas decepções. De tanto ver virarem pó as suas expectativas nos políticos, as pessoas perderam a capacidade de acreditar neles e não sonham mais com dias melhores.
Como exigir, por exemplo, que o povo assista e leve a sério o horário eleitoral gratuito, que mais parece um circo? Das poucas vezes que assisto, o faço para rir, pois não há outra coisa a fazer senão rir para não chorar.
Esse desinteresse do povo e, relação às eleições é rui, pois quando as pessoas deixam de acompanhar o cenário político, acabam fazendo as piores escolhas e enchendo de ratos o Parlamento e o Executivo.
E esse cenário só interessa mesmo aos maus políticos, pois, com isso, se passa a idéia à população de que todos os políticos são iguais, quando na verdade há honrosas exceções, que não merecem o tratamento igualitário.
A verdade é que não dá para criticar quem quer que seja pelo desinteresse pela política. Atrocidades como o horário eleitoral gratuito são uma verdadeira piada. As bizarrices se sucedem em ritmo frenético, e tem-se que ter muito estômago para suportar tanta falta de criatividade e cara de pau.
Para quem tem ao menos um pouco de inteligência, dói ver as ovelhas prostitutas pregando castidade, quando na verdade se sabe que são verdadeiros lobos travestidos de cordeiro.
Em tempo de campanha política todo candidato é atencioso e sensível e afável. Mas depois de eleito, o infeliz se esquece das promessas, e simplesmente ignora todos aqueles que o elegeram. É corrente no meio político a prática dos eleitos de logo após as eleições trocarem o número de seus telefones celulares para que eleitor algum o localize.
A maioria dos candidatos ao Legislativo nem sabe quais são as funções de um parlamentar, e nem se mostram preocupados com isso. Por exemplo, o Tiririca, candidato a deputado por São Paulo, tem por slogan: "Você sabe o que faz um deputado federal? Nem eu!Vote em mim que eu te conto depois". E o pior é que a Justiça Eleitoral não proíbe esse tipo de propaganda, que soa mesmo como um verdadeiro acinte.
Já se foi o tempo em que os políticos tratavam a política com seriedade. E prova disso é que pelo Brasil afora há candidatos ao Legislativo como "Mulher Pêra", Tiririca, "Kléber BamBam", Dedé Santana, "Mulher Melão", Romário, "Tati quebra barraco", Edmundo, Vampeta, Netinho de Paula, Lenadro do KLB, Marcelinho Carioca, Maguila, "Batoré", Reginaldo Rossi, e tantos outros.
Diante de tudo isso, como levar a sério as eleições no Brasil? É por essas e outras que no nosso país se vende votos por tijolos, piçarra e até por um prato de comida. Como se vê, do jeito que a coisa vai, fica até difícil não acreditar no pior.
Alguns analistas políticos se dizem estarrecidos com o aumento vertigios da quantidade de votos nulos e brancos nas últimas eleições. Mas há uma razão muito simples para isso: a falta de entusiasmo dos eleitores em relação aos candidatos. Fica cada vez mais difícil encontrar um candidato que mereça o nosso voto.
Muitas pessoas estão cada vez mais criteriosas, não são mais de votar em qualquer um. Na falta de um candidato sério e comprometido, optam por não votar em ninguém.Assim, a tendência é que aumente ainda mais a margem de votos nulos e brancos. Não é nada de se admirar.
Muito se fala em modernizar o sistema eleitoral brasileiro, mas o que precisa mesmo mudar é aquilo que fica entre a urna e o eleitor.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Rotina.

Todos os dias repito o mesmo gesto de fitar o céu e o mar. Não como todo mundo faz, apenas vendo, sem realmente perceber o quanto aquilo é magnífico. Olho com paixão, com entusiasmo.
Sabe aquela(as) coisa(as) que te traz uma coisa muito especial? Que te evoca um monte de pensamentos? Que te aquece o coração? Assim é o mar.


Poucas coisas trazem emoção tão comum e facilmente como o mar ou necessariamente a praia em si me traz. Talvez por me remeter a tantas coisas boas. Lembranças que puxo de bem lá do passado e outras tão recentes.
Independente do humor, do tempo corrido ou do dia, a vontade de debruçar-me na varanda é a mesma. Dela, consigo ver um espetáculo, uma obra de Deus. Vejo a bela linha do horizonte que define até onde é o mar, e até onde é céu. É tão imenso e lindo, não deve existir problemas ali dentro.
Reparo tanto na perfeição arrebatadora daquele azul, que até minhas pupilas devem ser tingidas de celeste, tento imitar o desenho das nuvens com meus dedos brincando no ar e quase sinto uma textura de algodão vindo delas.
Há dias que só quero me dar o direito de não ter que decidir nada. Nesses dias, me deito em um dos bancos da varanda sozinha. Sentindo a brisa bater no rosto. Deixar todas as dúvidas do lado de fora dali, e tirar o dia pra sonhar acordada. Com um facho de sol batendo no rosto, só pensava em como tudo ali ficava mais leve. Parecia até que as coisas poderiam se resolver sozinhas, sempre, sem precisar de mim. Ali, onde consagro como um santuário, me perco no meus pensamentos(que não são poucos), recarrego energias, converso com Ele. Fico feliz, fico confusa, fico triste, fico feliz de novo. Ri, chora, sofre, aprende. Beija, abraça, briga, vive... Aproveita a brisa e olha para o lindo céu e sem ao menos perceber dorme. Desanima. Se anima muito. É doce. É salgada. É amarga. Come bolo de cenoura com gosto de alegria, come hot dog com gosto de lágrima. E fica mais feliz, mais confusa, mais triste, mais feliz de novo.Sorri o sorriso dos outros. Chora o pranto dos outros. Sente tudo, ama tudo, odeia tudo. Quer tudo. Não quer nada. Quer correr pelo mundo. Quer sentar e sonhar acordada. Quer ser feliz. Já é feliz. E rodopia. Sempre rodopia.


E quando acho que já estava longe o suficiente, meus olhos são sugados pela imensidão azul com o sol ao se pôr. E fico o resto da tarde ali. Várias vezes com pescoço doendo tentando tirar a foto da pintura que meus olhos vêem. E, pra minha alegria, uma amiga minha conseguiu fotografar como nunca havia imaginado ou conseguido fotografar. Óbvio que eu não consigo parar de olhar pra essa foto e de me maravilhar com ela.
Cada dia que passa eu tenho mais certeza de que as coisas mais simples é que se tornam mais importantes. São elas que fazem à diferença na minha vida. São elas que me alegram e me fazem sentir uma pessoa melhor. Porque realmente não precisa muito para alegrar o meu dia!


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Melhor amigo existe?


Quanto eu era criança, achava que melhor amigo era aquele que tomava lanche comigo na hora do intervalo na escola, aquele que ia passar as tardes brincando em casa, ou aquele que ia comer um Mc lanche feliz comigo no Mc donalds.

Depois na adolescência, tinha como conceito de melhor amigo, aquele que passava boa parte do tempo comigo, aquele pra quem eu contava por quem estava apaixonada e passava horas falando do mesmo assunto e que saia para todos os cantos comigo, sendo sempre minha melhor companhia.

Até o dia que eu conheci uma verdadeira amiga. Alguém por quem eu tive carinho logo que conheci. Alguém em quem eu pude depositar confiança, construir devagar uma amizade e abrir o meu coração como nunca tinha aberto com ninguém antes. Amiga com quem eu podia, e posso, chorar, dividir, compartilhar, sorrir e principalmente ser eu mesma.

Melhor amiga, sim! Que não está com você só nos melhores momentos, mas aquela que vai até ao hospital quando você passou mal e que passa o dia todo lhe fazendo companhia, te fazendo rir e acreditar que logo você estará boa novamente. Aquela com quem dividimos nossos piores segredos e com isso descobrimos o quanto somos parecidas, podendo ser nós mesmas quando estamos juntas! É ouvir o que a outra fala e tentar compreender aquilo que não se pode dizer. É dividir momentos, experiências, e caminhar sempre juntas, mesmo que distantes...

Eu poderia citar inúmeras características de uma melhor amiga, mas nada que eu pudesse vir escrever, expressaria o sentimento que temos uma pela outra. Ter um melhor amigo (a) é ter a certeza de que você terá com quem contar para sempre, aconteça o que acontecer. É um sentimento incondicional e inexplicável, independente de idade, sexo, ou qualquer outra coisa. E hoje eu posso dizer com toda certeza que melhor amigo (a) existe sim, e usando as palavras de um amigo: é a real presença de Deus representada no coração do nosso melhor amigo!

Te dedico, Raissa. Mais que uma amiga, uma irmã de coração.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

E nisso, sim, acredito até o fim.

Tentaram me fazer acreditar que o amor não existe e que os sonhos estão fora de moda. Cavaram um buraco bem fundo e tentaram enterrar todos os meus desejos, um a um, como fizeram com os deles. Ma como menina-teimosa que eu sou, ainda insisto em desentortar os caminhos. Em construir castelos sem pensar nos ventos. Em buscar verdades enquanto elas tentam fugir de mim. A manter meu buquê de sorrisos no rosto, sem perder a vontade de antes. Porque aprendi, que a vida, apesar de bruta, é meio mágica. Dá sempre pra tirar um coelho da cartola. E lá vou eu, nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos. Sem me preocupar se a próxima etapa será o tombo ou o voo. Eu sei que vou. Insisto na caminhada. O que não dá é pra ficar parado. Se amanhã o que sonhei não foi bem aquilo, eu tiro um arco-íris da cartola. E refaço. Colo. Pinto e bordo. Porque a força de dentro é maior. Maior que todo mal que existe no mundo. Maior que todos os ventos contrários. É maior porque é do bem. E nisso, sim, acredito até o fim. O destino da felicidade, me foi traçado no berço.

Caio Fernando Abreu.

Das minhas verdades...

Estou apaixonada.
É, apaixonada por mim mesma. Não. Eu não me acho apenas estou apaixonada pela minha atitude e por minha paz de espírito.
Hoje eu fiz as pazes com uma pessoa bem especial pra mim.
Que foi especial no momento certo.
E que por culpa minha, culpa dele, culpa nossa, deixou de ser especial.
Gerou raiva, angústia e alguns probleminhas.

Mas hoje eu fui lá e abri o coraçãozinho.
Falei o quão era importante ele na minha vida e aquela coisa "vamos voltar a ser amigos como éramos antes de cagar tudo?".
Como fugir? Pra que tentar se enganar? Se existe a saudade, um dos sentimentos que não te deixa esquecer o quanto determinadas pessoas são importante em sua vida. Ela sempre dá um jeitinho de aparecer, deixando tudo difícil. Difícil como quando o sinal fecha e me atravessa na minha frente um infeliz usando uma camisa igual a que eu te dei. Difícil como entro sozinha no elevador e chego a conseguir imaginar escutar suas risadas. Difícil como quando eu não tenho nada para fazer na sexta à noite. Justo na sexta. Lembra das nossas sextas? Difícil como estou na fila quilométrica do banco e justo sem sua companhia para render tantos assuntos comigo. Difícil como quando alguém passa por mim e sinto o perfume, o seu perfume. Difícil como quando toca as nossas músicas. Difícil são esses vazios que a saudade se torna cruel. Difícil são esses momentos que, por alguma falha no sistema, a vida se esquece de ocupar.
E saudades daquela personalidade livre que eu adoro por me identificar tanto.

Estamos de bem já.
Isso deixa meu coração mais leve e meu espírito mais solto.
De poder me comportar como eu sou, sem me preocupar com grilos.
E ele entendeu. Ele me fez tão bem. Me faz tão bem. (momento sem palavras)
Me fez feliz por acreditar que vale ainda apostar nas pessoas, mesmo logo depois de um tropeço; que a amizade ainda é maior que tudo. E que não precisa deixar de se amar um alguém porque existe várias formas de amor.
E...
É isso!
Tá bão!
Essa sou eu, agradecendo ao Cosmos por me mandar tanta gente boa mesmo quando eu, muitas vezes, não faço por merecer pessoas tão especiais em minha vida.


Enfim, tô feliz. Muito.
Nessas 24h.
Que venham novas 24h.